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Batimentos cardíacos podem revelar predisposição ao crime, sugere estudo

Homens com baixa frequência cardíaca têm mais chances de cometer crimes, segundo um estudo de 2015. Agora, uma nova pesquisa mostra que o mesmo acontece com mulheres. Elas têm maior probabilidade de serem condenadas por crimes não violentos.

A relação entre os batimentos do coração e a propensão das pessoas ao crime foi estabelecida por pesquisadores dos Estados Unidos, Suécia e Finlândia. O artigo com detalhes foi publicado no PLOS ONE.

O que dizem os dados?

  • Mulheres com 69 batimentos por minuto (BPM) têm 35% mais chances de cometer um crime do que aquelas com frequências cardíacas acima de 83 BPM.
  • Quando considerada a pressão arterial sistólica (PAS), as mulheres com 113 mmHg ou menos tiveram 26% mais chances de cometer crimes em comparação com aquelas que registraram 134 mmHg ou mais.
  • A frequência cardíaca mais baixa também aumenta a probabilidade de ser ferido ou morrer por acidentes não intencionais.
  • A pesquisa analisou os dados cardíacos de 2.499 mulheres suecas que ingressaram no exército aos 18 anos e acompanhou suas condenações criminais ao longo de cerca de 40 anos.

A relação entre o coração e o crime

Embora a frequência cardíaca baixa não signifique que alguém irá se tornar um criminoso, há uma associação entre menor atividade do sistema nervoso autônomo (que regula funções automáticas, como a frequência cardíaca) e uma maior propensão a buscar excitação e correr riscos diante da constante “calma” do coração.

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Essa menor excitação que leva a comportamentos de risco é conhecida em homens, mas aparentemente não se limita a eles. As novas descobertas indicam que o cenário se repete em mulheres, ou seja, não se restringe ao gênero.

Estudos anteriores também mostraram que uma frequência cardíaca baixa está ligada a gostar de esportes radicais ou a trabalhos perigosos, como desarmar bombas.

Amostragem e confirmação dos resultados

Como a análise foi feita com dados de recrutas militares, os resultados da pesquisa podem não se aplicar a todas as mulheres. Uma comparação feita com informações de 1.714.152 não recrutadas mostra que as militares sofrem mais acidentes, no entanto, cometem menos crimes.

Se mais estudos confirmarem essas descobertas, será possível entender melhor como fatores biológicos influenciam as pessoas a cometerem crimes e, assim, desenvolver melhores maneiras de prevenir esses comportamentos.

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